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VÍDEO! Delegado revela esquema de servidor de fórum que fraudou R$ 1,5 milhão em alvarás judiciais

O valor desviado das contas judiciais está avaliado em cerca de R$ 1,5 milhão, e outros advogados estão sendo investigados por participação na ação

Por Campelo - Diário do Sertão em Sousa

09/05/2018 às 15h54 • atualizado em 09/05/2018 às 16h06

Na manhã desta quarta-feira (09), foi realizado na cidade de Sousa, sertão do estado, uma operação da Polícia Civil da Paraíba, que resultou na prisão de um advogado e um servidor público do  Fórum Dr. José Mariz, da Comarca de Sousa.

O advogado e o servidor público são acusados de participar de um esquema de desvio de dinheiro público e peculato.

A Operação Al-Barã, cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão nos fórum e residências dos envolvidos nas cidades de Sousa e Patos. Cerca de 35 policiais civis estiveram empenhados nessa operação.

De acordo com o delegado da 19ª Área Integrada de Segurança Pública (AISP) em Sousa, Ilamilton Simplício, o esquema era feito através do funcionário do fórum e do advogado, onde eram feitos alvarás judiciais para liberação de dinheiro para outras pessoas, onde a assinatura dos juízes era falsificada, e assim o ‘beneficiado’ ia ao banco com o alvará em mãos, e conseguia sacar o dinheiro.

Operação também prendeu advogado em Patos (foto: reprodução/TV Correio)

A farsa foi descoberta após os envolvidos falsificarem a assinatura de uma juíza recém chegada a cidade e o banco ligar para a mesma para constatar a veracidade da rubrica. Logo após esse episódio, a Polícia passou a investigar e instalar a operação.

Segundo a Polícia Civil, no andar do trabalho investigativo, surgiram indícios de que outros advogados também estariam participando deste esquema.

O valor desviado das contas judiciais está avaliado em cerca de R$ 1,5 milhão.

O material apreendido será encaminhado para a sede da 19ª Delegacia Seccional, em Sousa, e os presos foram encaminhados a Delegacia para aguardar audiência de custódia, depois levados para o batalhão de Polícia Militar em Patos onde cumprirão a pena.

Operação Al-Barã
O nome Al-Barã faz referência à origem etimológica da palavra alvará. A ação contou com cerca de 40 policiais civis e sete delegados. Nesta primeira fase da operação, além dos dois já presos pela Polícia Civil, estão sendo investigados mais três advogados de Sousa.

DIÁRIO DO SERTÃO

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