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Cabeleireira vítima de tentativa de feminicídio em Sousa teve morte planejada por filho e esposo, diz polícia

Os dois investigados foram presos nessa segunda-feira (14) pelo Grupo Tático Especial (GTE) de Sousa. A polícia continua investigando para identificar o autor do crime praticado em março deste ano

Por Luiz Adriano

15/07/2025 às 10h18 • atualizado em 16/07/2025 às 18h11

Maria Irilene de Sousa Melo conseguiu sobreviver e o caso é tido como um milagre - Foto: reprodução/redes sociais

Pai e filho foram presos nessa segunda-feira (14) na cidade de Sousa, Sertão paraibano, suspeitos de tentarem matar a cabeleireira Maria Irilene de Sousa Melo, de 43 anos, simulando um acidente de trânsito no último dia 29 de março deste ano no referido município.

Maria Irilene conduzia uma motocicleta pela rua Ana Cartaxo da Nóbrega, no bairro Raquel Gadelha, em Sousa, quando foi atingida por trás por um carro. Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento da colisão quando a cabeleireira foi atingida e caiu ao solo.

Em seguida, o motorista desce, olha para mulher caída e foge do local a pé. Maria Irilene foi socorrida pelo SAMU e levada para o Hospital Regional de Sousa (HRS) onde foram feitas avaliações neurológicas e constatado Traumatismo Craniano Encefálico (TCE). Devido ao agravamento, ela teve que ser transferida para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande.

Conforme apurado pelo Diário do Sertão, a paciente passou alguns dias em coma, mas conseguiu sobreviver e o caso é tido como um “milagre”.

Investigação – De acordo com as investigações, o filho do casal teria planejado a morte da própria mãe, e para isto teria tido o apoio de seu genitor. Os motivos teriam sido em consequência de interesses nos bens da família, visto que o casal estava se separando.

Pai e filho foram presos por meio de um mandado de prisão preventiva. Ambos são suspeitos do crime intelectual, isto é, por terem planejado o feminicídio. Eles estão recolhidos e irão passar por audiência de custódia.

O assassino – Até o momento, a polícia não conseguiu identificar o autor do crime. Imagens de câmeras de monitoramento têm auxiliado na apuração.

A Polícia Civil pede a contribuição da população para que denunciem por meio do disk denúncia 197, que o anonimato é garantido.

DIÁRIO DO SERTÃO

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