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Ex-tesoureiro do IPAM contesta dívida e repasse do governo Denise que foram apresentados na Câmara: “Existe muito factoide político” – VÍDEO!

Wanderson Bandeira elogiou a atual gestão do órgão, mas contestou os números apresentados na Câmara Municipal, na última terça-feira (06), durante sessão pública

Por Jocivan Pinheiro

08/06/2017 às 15h49 • atualizado em 08/06/2017 às 15h55

O ex-diretor financeiro do IPAM – Instituto de Previdência e Assistência Social de Cajazeiras – elogiou a atual gestão do órgão, mas contestou os números apresentados na Câmara Municipal, na última terça-feira (06), durante uma sessão especial pública que teve o objetivo de esclarecer como anda a saúde financeira do instituto responsável por garantir o pagamento de aposentadorias, pensões e outros benefícios do gênero aos servidores municipais.

De acordo com Wanderson Bandeira, a atual diretoria errou em alguns cálculos, como, por exemplo, o valor de repasse da Prefeitura para o IPAM entre os anos 2013 e 2016.

“Eu fico muito preocupado com essa situação porque existe muitos factoides políticos em meio a atos administrativos sérios. Acho que por conta dessa rapidez de elaborar os documentos, no mínimo erraram na elaboração dos valores, porque o que foi constatado não bate com a contabilidade deixada de 2013 a 2016. São números bem menores de repasse do que o que foi exposto aos vereadores, à população e aos servidores públicos do município de Cajazeiras”, disse Wanderson.

VEJA TAMBÉM: Em sessão especial pública, Câmara de Cajazeiras e diretoria do IPAM esclarecem informações sobre problemas financeiros do órgão

Últimos valores de dívida e repasse do município ao IPAM, segundo Wanderson

O ex-tesoureiro afirma que não chegou a oficializar, junto ao Ministério da Previdência, o último parcelamento da dívida, feito um dia antes da posse da atual gestão municipal.

“Eu não era irresponsável de pegar uns parcelamentos com números altíssimos e disponibilizar para o Ministério sem antes uma prévia análise de quem está recebendo a gestão.”

Últimos valores de dívida e repasse do município ao IPAM, segundo a atual gestão

Apesar de contestar os números apresentados pela atual diretoria do IPAM na Câmara, Wanderson revela que, por causa dos índices de reajuste, a dívida de R$ 48 milhões do último parcelamento deixado pela gestão passada sobe para cerca de R$ 77 milhões ao ser registrado no sistema. Ele explica por que o aumento da dívida vem desde a primeira gestão.

“O que ocasionou esse problema foi simplesmente as gestões que passaram, que desde o começo não viabilizaram economicamente o instituto. Lá atrás não existia obrigatoriedade da alíquota previdenciária ser, pelo menos, compatível com a parte do segurado, e aí teve gestões que mandaram projeto para a Câmara diminuindo a alíquota patronal menos que o segurado. Por isso existia um passivo atuarial, que era o que o instituto deveria ter em caixa, com uma previsão de 20 anos dos servidores que estão hoje aposentados. E o passivo atuarial hoje do município de Cajazeiras e de todo o Brasil é bem equivalente ao que realmente tem em caixa, bem menor.”

Mesmo diante de um rombo astronômico que ele julga ser ‘impagável’, Wanderson não acredita que a dívida vá comprometer os benefícios dos segurados.

“Eu não vejo isso com muita preocupação. Pelo ponto da captação do instituto, sim. Mas a obrigatoriedade dos seus salários, mesmo o instituto zerando as contas amanhã, o município vai ser obrigado a repassar o valor integral da folha de pagamento.”

DIÁRIO DO SERTÃO

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