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Hospital Júlio Bandeira dá sua versão sobre reclamação de advogado que levou filha para atendimento

HUJB esclarece informações acerca dos protocolos, informa o tempo de atendimento da criança e justifica por que médica não realizou o atendimento na hora

Por Jocivan Pinheiro

24/01/2022 às 15h53 • atualizado em 24/01/2022 às 15h58

Hospital Universitário Júlio Bandeira (HUJB), em Cajazeiras

A assessoria do Hospital Universitário Júlio Bandeira (HUJB), em Cajazeiras, emitiu nota de esclarecimento a respeito da participação do advogado Joselito Feitosa no programa Olho Vivo da TV Diário do Sertão, na última quinta-feira (20), onde o advogado reclamou de demora no atendimento à sua filha.

Na nota, o HUJB esclarece informações acerca dos protocolos de atendimento na classificação de risco, informa o tempo de atendimento da criança – da hora que chegou até a alta médica – e justifica por que no momento que a paciente chegou, a médica pediatra ainda não estava à disposição para o atendimento imediato, embora estivesse presente na unidade hospitar (leia a nota completa abaixo).

Na quinta-feira, Joselito entrou ao vivo na TV Diário do Sertão e disse que chegou ao hospital por volta das 12h com sua filha doente e teve que esperar quase duas horas para ela ser atendida por uma médica, mesmo com a criança apresentando quadro de vômito.

O advogado disse que sua filha passou pela triagem, mas não havia médica no momento porque, segundo lhe informaram, a mesma teria ido acompanhar uma ressonância. Além da demora no atendimento, Joselito reclama porque o caso da sua filha foi classificado com fita azul (não urgente) na classificação de risco.


Resposta do HUJB

Em nota enviada ao Diário do Sertão, o hospital afirma que a criança chegou às 12h10, realizou a triagem às 12h19, foi classificada com a cor azul e atendida às 13h29, sendo medicada e liberada às 15h05. Sugundo a nota, o sistema de cores permite o atendimento médico em até 4 horas.

“No momento da reportagem no local, a médica pediatra estava acompanhando um paciente em situação de urgência em um exame de ultrassonografia, dentro da instituição hospitalar. Na data do ocorrido só havia uma médica plantonista em virtude de atestado médico do outro profissional que estava escalado para o dia. A profissional estava responsável pelos eixos vermelho e amarelo, as crianças internas e os atendimentos na porta de entrada”, diz trecho da nota.

A nota esclarece, ainda, que “em nenhum momento houve recusa de Assistência Médica, como já mencionado o grau de prioridade é em função do quadro clínico apresentado e não pela ordem de chegada. Salienta-se que os atendimentos classificados com as cores ‘verde’ e ‘azul’ devem ser atendidos nas Unidades Básicas de Saúde dos respectivos municípios”.

Leia a nota completa


NOTA DE ESCLARECIMENTO

O Hospital Universitário Júlio Bandeira/UFCG – EBSERH vem esclarecer sobre a situação ocorrida no Pronto Atendimento (PA) e divulgada ontem (20/01/2022) pelos veículos de comunicação do grupo Diário do Sertão.

Desde os primeiros minutos da veiculação da reportagem, a assessoria do HUJB em conjunto com os gestores estava verificando cuidadosamente o fato citado. Verificou-se de acordo com o sistema de informações AGHU que a filha do usuário chegou ao hospital às 12h10min, realizou a triagem às 12h19, sendo classificada pelo protocolo institucional de Classificação de Risco adotado pela nossa unidade hospitalar com a cor azul, sendo atendida às 13h29 (sistema de cor que permite o atendimento médico em até 4 horas, o que ocorreu em 1h10), foi medicada às 13h29 e liberada às 15h05min.

Vale salientar que o protocolo institucional do HUJB, foi elaborado por médicos pediatras e enfermeiros da instituição, tendo como referência os protocolos do Ministério da Saúde e Manchester, adotados desde a implantação do Humaniza SUS. Segue o link:

https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-nordeste/hujb-ufcg/acesso-a-informacao/gestao-documental/gerencia-de-atencao-a-saude/PRT.UPA.001ACOLHIMENTOCOMCLASSIFICAODERISCONAPEDIATRIA.pdf

O Ministério da Saúde, pela Portaria n. 3.390 de 30 de dezembro de 2013, instituiu a Política Nacional de Atenção Hospitalar (PNHOSP) no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), estabelecendo as diretrizes para a organização do componente hospitalar na Rede de Atenção à Saúde (RAS). De acordo com esta portaria, a classificação de risco caracteriza-se como protocolo pré-estabelecido, com a finalidade de dar agilidade ao atendimento a partir da análise do grau de necessidade do usuário, proporcionando atenção centrada no nível de complexidade e não na ordem de chegada.

De acordo com o Grupo Brasileiro de Classificação de Risco, triagem ou classificação de risco é uma ferramenta de manejo clínico de risco, empregada nos serviços de urgência por todo o mundo, para efetuar a construção dos fluxos de pacientes quando a necessidade clínica excede a oferta. Assegura a atenção médica de acordo com o tempo de resposta e necessidade do paciente. Os usuários são classificados por cores, conforme grau de prioridade:

Número Cor Prioridade Tempo alvo
1 Vermelha Emergência 0
2 Laranja Muito urgente 10 min
3 Amarela Urgente 60 min
4 Verde Pouco urgente 120 min
5 Azul Não urgente 240 min

No momento da reportagem no local, a médica pediatra estava acompanhando um paciente em situação de urgência em um exame de ultrassonografia, dentro da instituição hospitalar. Na data do ocorrido só havia uma médica plantonista em virtude de atestado médico do outro profissional que estava escalado para o dia. A profissional estava responsável pelos eixos vermelho e amarelo, as crianças internas e os atendimentos na porta de entrada.

Em nenhum momento houve recusa de Assistência Médica, como já mencionado o grau de prioridade é em função do quadro clínico apresentado e não pela ordem de chegada. Salienta-se que os atendimentos classificados com as cores “verde” e “azul” devem ser atendidos nas Unidades Básicas de Saúde dos respectivos municípios.

Nos últimos meses, o hospital vem realizando inúmeras convocações de médicos pediátricos e clínicos do Concurso Nacional da Ebserh do ano de 2019 para aumentar o número de atendimentos ambulatoriais e referenciados, perfil do HUJB, entretanto, poucos assumiram ou não houve interesse para assumir as vagas até o dado momento.

O Colegiado Executivo e a assessoria de comunicação do HUJB-UFCG/Ebserh se colocam a disposição para quaisquer esclarecimentos por meio do telefone (83) 3532-4797 ou e-mail: comunicação.hujb@ebserh.gov.br

DIÁRIO DO SERTÃO

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