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VÍDEO: Confusão em Câmara na região de Cajazeiras termina com polícia, povo expulso e repórter ameaçado

Parlamentares se exaltaram em discussões acaloradas e por pouco não se agrediram fisicamente dentro da Casa Legislativa. Polícia foi acionada e retirou o público

Por Jocivan Pinheiro

24/03/2018 às 16h32 • atualizado em 24/03/2018 às 16h58

O clima esquentou na Câmara Municipal de Triunfo, no Alto Sertão paraibano, nesta sexta (23), quando os parlamentares se exaltaram em discussões acaloradas e por pouco não se agrediram fisicamente dentro da Casa Legislativa.

Tudo começou quando dois vereadores de oposição, Dirceu Batista (PROS) e o presidente da Câmara, Faguinho Lisboa (PSB), iniciaram a sessão sem o consentimento dos outros sete parlamentares, ou seja, a ampla maioria dos edis mirins da Casa.

De acordo com o regimento interno da Câmara, os dois vereadores não formam quórum para realizar uma sessão. Mesmo assim, o presidente disse que os mandatos dos vereadores Marcos Antônio, Manoel Silveira, ambos do PTB, e Batista Macena, do PSB, estavam cassados.

A partir de então o clima esquentou ainda mais. O presidente solicitou que policiais militares retirassem o povo que acompanhava a sessão, mas os vereadores permaneceram no local.

Vendo que os parlamentares não deixariam o plenário, Faguinho determinou que as luzes fossem apagadas. Nesse momento, ele ameaçou quebrar a câmera do repórter cinematográfico da TV Diário do Sertão que cobria a sessão. Em seguida, acionou novamente a polícia para obrigar o repórter a sair do local que é reservado ao público.

VEJA TAMBÉM: Vereadores aceitam denúncia de colega que pede afastamento do presidente da Câmara de Triunfo

Momento em que a polícia é chamada para conter a confusão

A população aguardava fora da Câmara o desfecho final da confusão, e depois de mais de uma hora de espera sem que o povo ou a imprensa pudesse acompanhar o que acontecia lá dentro, os vereadores decidiram deixar o plenário. Mas antes, de portas fechadas, deram continuidade à pauta e votaram denúncias contra o presidente, que foi afastado e substituído pelo vice, Batista Macena, também do PSB, no comando do Poder Legislativo.

“É uma falta de respeito a nós vereadores e ao povo de Triunfo. Isso não pode acontecer nas políticas que a gente pratica hoje, até porque democracia é para todos. Aqui é uma casa do povo. Aqui não tem ninguém que tenha esse poder de botar o povo para fora e apagar as luzes com os vereadores dentro. Eu também achei uma falta de respeito muito grande da Polícia Militar, que foi quem comandou toda essa ação. De uma certa forma, achei muito baixa”, desabafou Macena.

No centro, o presidente da Câmara, Faguinho Lisboa. À esquerda o vice Dirceu Batista

De acordo com os vereadores de situação, o presidente foi denunciado por crime de improbidade administrativa e a denúncia foi acatada por 7 dos 9 vereadores. Pelo que determina a lei interna da Câmara, ele deve se afastar até que sejam apurados os fatos e votados pelo plenário.

“O presidente ora denunciado, que está afastado do cargo, mantém-se na postura de vereador até o trâmite final do procedimento. É assegurada a ele ampla defesa, sem nenhum impedimento legal, porque, como manda a Legislação, deve-se proceder dessa forma”, disse Paulo Davy (PR).

Policiais retiram populares do auditório da Câmara

Acontece que, além da denúncia por ato de improbidade contra o presidente, os 7 vereadores da situação apresentaram também denúncias de falta de lisura no último pleito interno. Eles pedem a anulação da eleição do segundo biênio e também apresentaram denúncias de quebra de decoro parlamentar por parte do vereador Dirceu Batista, com acusações gravíssimas apresentadas pelo vereador Batista Macena.

Agora o desenrolar das coisas será no âmbito interno e provavelmente também no judiciário. Os vereadores asseguram que detêm todas as provas para efetivarem a cassação de Dirceu Batista e ainda representá-lo criminalmente.

Momento em que as luzes da Câmara foram apagadas

Segundo a oposição, Batista Macena assume a presidência da Câmara interinamente até o julgamento final do processo político-administrativo contra Faguinho Lisboa devido à denúncia de quebra de decoro parlamentar feita pela vereadora Maria Bernardo. Foi, ainda, formada uma Comissão Especial de Inquérito para apurar os fatos, conforme estabelece o regimento interno.

“A gente pensou que ele tinha dignidade moral de dirigir uma sessão. Mas, infelizmente, não teve. Ficou triste para a população de Triunfo. O pessoal queria assistir uma sessão e findou assistindo um palhaço, porque foi ele quem tumultuou, quem fez tudo, não lê regimento interno e passa por cima. A gente achou que ia ter o apoio da polícia, e infelizmente não teve”, declarou a vereadora.

Nossa reportagem tentou contato com o presidente da Câmara Municipal de Triunfo, Faguinho Lisboa, mas não obteve êxito, deixando o espaço aberto para posterior defesa da sua versão.

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