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CRM-PB interdita eticamente o trabalho dos médicos que atuam no pronto atendimento pediátrico do HUJB

Segundo o Auto de Interdição exposto na entrada do HUJB, a decisão visa "a preservação da dignidade do atendimento a população e segurança do ato médico"

Por Jocivan Pinheiro

09/05/2022 às 17h23 • atualizado em 10/05/2022 às 19h58

Auto de Interdição na porta do HUJB (Foto: Divulgação)

O Conselho Regional de Medicina do Estado da Paraíba (CRM-PB) interditou eticamente, nesta segunda-feira (09), o trabalho dos médicos e médicas que atuam no pronto atendimento pediátrico (setor de urgência e emergência) do Hospital Universitário Júlio Bandeira (HUJB), em Cajazeiras.

De acordo com o Auto de Interdição Ética 08/2022, que foi exposto na entrada do HUJB, a decisão visa “a preservação da dignidade do atendimento a população e a segurança do ato médico”.

O documento não entra em detalhes acerca dos motivos específicos para a interdição, apenas justifica que é “com base nos princípios fundamentais II, IV, VIII e XII do código de ética médica”.

O documento completa: “A interdição ética é decorrente da avaliação realizada pelo Conselho Regional de Medicina da Paraíba no dia 09 de maio de 2022”.

Tentamos falar com representantes do CRM, bem como com o presidente do órgão e com a superintendente do HUJB, mas nossas ligações não foram atendidas.

Hospital Universitário Júlio Bandeira, em Cajazeiras

Hospital é alvo de críticas

Nos últimos meses, o Hospital Universitário Júlio Bandeira, que é administrado pela Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) e pela UFCG (Universidade Federal de Campina Grande, tem sido alvo de constantes críticas e denúncias da população, de prefeitos e de políticos após suspender o pronto atendimento pediátrico. Na sua decisão, a direção do HUJB alega que só pode atender crianças na urgência e emergência se elas forem referenciadas por médicos de outras unidades hospitalares ou pelo SAMU, e que os demais atendimentos não urgentes devem ficar por conta dos municípios nos postos de saúde.

A morte da menina Ananda Vitória, de 3 anos, no dia 23 de abril, causou comoção na cidade e novamente levantou críticas contra o HUJB. Os pais da criança acusam o hospital de ter dificultado o atendimento. Já a direção afirma que a equipe médica não tem culpa pelo óbito, diz que atendeu a criança seguindo os protocolos e que a mesma já deu entrada em estado gravíssimo.

Na porta do HUJB, o médico Pablo Leitão, que é membro da equipe de fiscalização do CRM-PB em Cajazeiras, ao lado de Bruno Leandro de Souza, diretor de fiscalização do CRM-PB (Foto: Divulgação)

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